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Biodiesel – “Planta de elite” é promessa para lavouras de pinhão-manso



Pesquisadores de Minas Gerais saem na frente e avançam nas pesquisas sobre a planta

Desde que surgiu o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel – PNPB, o pinhão-manso, conhecido cientificamente como Jatropha curcas, ganhou os holofotes e tornou-se visado por muitas empresas que querem investir em combustíveis alternativos.

A planta é classificada como uma ótima alternativa para fornecimento de matéria-prima por ter alta produtividade de óleo, baixo custo de produção e por ser perene. Tantas vantagens esbarram na falta de uma pesquisa mais aprofundada.

As poucas plantações de pinhão-manso que existem no Brasil já sofrem ataques de pragas, como o mofo branco, o ácaro branco e vermelho, alguns percevejos, além da cigarrinha. Na região do Triângulo Mineiro, não é diferente. As lavouras cultivadas em Santa Vitória, que fazem parte do projeto de investimento em biodiesel da empresa suíça Global Agricultural Resources – GAR, por exemplo, não estão imunes às pragas.

Diante disso, o Instituto Volta ao Campo – IVC, que está no projeto de plantio da planta em parceria a GAR, tem investido nas pesquisas sobre a oleaginosa. Com o apoio de vários parceiros eles avançaram significativamente nos estudos técnicos da planta.

Segundo a bióloga e pesquisadora da GAR, Fernanda Almeida de Carvalho, a equipe tem estudado o pinhão-manso de uma forma mais abrangente, o que até então não se fez no Brasil. “Nosso objetivo é chegar numa arquitetura ideal da planta: baixo porte e resistente às pragas”, explica.

Para isso, a equipe do IVC tem realizado várias experiências simultaneamente. Uma delas é a enxertia. “É uma técnica consagrada na citricultura e agora estamos adaptando na cultura do pinhão manso. Na parte inferior da planta, prevalece o pinhão bravo – mais resistente – e na parte superior, mantemos o pinhão-manso. A rusticidade do pinhão bravo dará maior resistência ao conjunto”, esclarece a bióloga.

Nessa pesquisa IVC e GAR contam com o apoio da Rede “Amigos do João Congo” – uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP criada para trabalhar com Educação Ambiental, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente e Assistência Social.

A intenção dos pesquisadores é chegar numa planta melhorada geneticamente. “Nosso objetivo é produzir uma planta de elite”, reforça o geógrafo, Arnaldo Zago, um dos estudiosos integrantes da equipe.




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