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Encontro Técnico sobre Auditorias e Perícias Ambientais será realizado em São Paulo

Está marcado para o dia 30 de março de 2010, no auditório do CRQ-IV – Conselho Regional de Química da Quarta Região – São Paulo, o primeiro Encontro Técnico deste ano a ser realizado pela revista Meio Ambiente Industrial em parceria com a Interação Ambiental, empresa de consultoria com sede no Rio de Janeiro.

Com o tema “Auditorias e Perícias Ambientais” o Encontro Técnico abordará questões ligadas ao universo das auditorias ambientais e sua influência em diversos setores das empresas; as perícias ambientais, como são e quais suas influências na gestão ambiental das empresas; e as peculiaridades que envolvem os seguros ambientais e sua ligação com as auditorias e perícias, bem como aos aspectos jurídicos relacionados ao tema.

Composto por palestrantes renomados na área, a programação busca atender a um público-alvo diversificado que abrange empresários, diretores de empresas, gerentes de meio ambiente, engenheiros nas mais diversas áreas, técnicos ambientais, professores, estudantes, especialistas, consultores, representantes de organismos públicos e privados, investidores, fabricantes, entre outros.

Segundo Fernando Altino, coordenador técnico do evento, as auditorias e as perícias ambientais são ferramentas cada vez mais utilizadas nas empresas e nos processos que envolvem o poder judiciário. “No Encontro Técnico, além de palestras focadas nos temas técnicos – os processos de auditoria e de perícia -, ainda contaremos com a participação de um advogado altamente especializado e de uma abordagem sobre os seguros ambientais – um tema novo e importante nesse contexto”, salientou o especialista.

Para os organizadores, fomentar o intercâmbio de idéias e conhecimento técnico que possam estimular as melhores práticas e procedimentos em relação as auditorias e perícias ambientais de forma a promover a sustentabilidade no setor industrial é o principal objetivo do evento.

Outras informações pelos Sites:

www.interacaoambiental.com.br

www.rmai.com.br

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Marajó terá usina bioenergética

Pesquisadores das universidades Federal do Pará (Ufpa) e Rural da Amazônia (Ufra) desenvolveram o projeto “Energia Renovável com Biomassa”, que transforma resíduos extrativistas (sementes de frutas e folhas) de comunidades ribeirinhas do Marajó em energia.

O projeto vai ser instalado na cidade marajoara de Pontas de Pedras, onde proporcionará geração de energia e de subprodutos que vão garantir o sustento de famílias do município. A previsão é de que as mini usinas bioenergéticas estejam em funcionamento no prazo de três anos.

O projeto foi selecionado para o II Salão Nacional dos Territórios Rurais – Territórios da Cidadania em Foco, a ser realizado de 22 a 25 de março deste ano, em Brasília (DF), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

No II Salão serão apresentadas experiências inovadoras da sociedade civil e do poder público, denominadas “Boas Práticas Territoriais”, que combinam critérios de participação democrática, gestão e controle social com abrangência territorial. Só na região Norte foram selecionados 24 projetos de “Boas Práticas”, sete dos quais desenvolvidos em território paraense.

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Prontas as enzimas que fazem etanol de resíduos agrícolas

Produtos serão apresentados no Brasil em março e podem incrementar a produção do combustível para exportação

A indústria dinamarquesa de biotecnologia, Novozymes, pretende apresentar no mês que vem, no Brasil, dois produtos capazes de viabilizar a produção de etanol a partir de resíduos agrícolas, em escala comercial. São as enzimas batizadas de Cellic CTec2 (celulase) e a Cellic HTec2 (hemicelulase), que podem liberar os açúcares contidos na palha de milho, restos de madeira e bagaço de cana-de-açúcar, por exemplo. São proteínas especializadas em catálise biológica, resultado de uma pesquisa de dez anos. As novas enzimas também foram apresentadas na semana passada nos Estados Unidos, que devem começar em breve a produzir etanol a partir da palha e do sabugo do milho em suas usinas. A Novozymes calcula que as primeiras usinas pré-comerciais devem surgir no Brasil no ano que vem ou 2012. “Estamos desenvolvendo parcerias para habilitar o uso dessa tecnologia em escala comercial no país”, disse o presidente da Novozymes Latin America, Pedro Luiz Fernandes. A apresentação dos produtos será feita no F.O. Licht’s Sugar and Ethanol Brazil 2010, evento voltado para o mercado sucroalcooleiro, que acontece em São Paulo, de 22 a 24 de março.

As primeiras plantas comerciais que vão produzir etanol celulósico nos EUA, a partir de 2011, poderão chegar a um preço de custo abaixo dos US$ 0,50 por litro do combustível, valor similar ao do etanol de primeira geração e da gasolina comercializada naquele país. Esse é o reflexo do resultado das pesquisas com as enzimas Cellic, que, depois de investimentos massivos tiveram uma redução de 80% no custo de fabricação, ficando em US$ 0,13 para cada litro de etanol produzido. “Com as novas enzimas Cellic, poderemos aumentar o potencial de produção de etanol celulósico no Brasil a partir do bagaço da cana-de-açúcar, visando o mercado de exportação”, continuou Pedro Luiz Fernandes. “A produção de etanol celulósico poderia ser vista como uma fonte de renda complementar a outras já existentes na indústria sucroalcooleira”, afirmou. Segundo a Novozymes, o governo brasileiro tem dispensado à empresa diversas formas de apoio em seus projetos de desenvolvimento de novas biotecnologias. A dinamarquesa garante que será capaz de fornecer os volumes de enzima que forem necessários para o segmento tanto no âmbito nacional como no internacional, quando o etanol 2G começar a ser produzido.

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Programa que requalifica cortadores de cana começa na segunda-feira

Na próxima segunda-feira (22/02) tem início as primeiras turmas dos cursos do Programa RenovAção, voltado para o treinamento e requalificação de trabalhadores rurais que atuam no corte de cana.

No Estado de São Paulo, metade da colheita de cana-de-açúcar já é mecanizada, evitando a queima da palha de cana. Por outro lado, a mecanização afeta diretamente os cortadores de cana. Para preparar os trabalhadores para o futuro que se aproxima, sem o corte manual, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) criou o Projeto RenovAção, um dos maiores programas de requalificação de trabalhadores já implantado pelo setor sucroenergético no mundo, em parceria com a FERAESP (Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo) e patrocínio das empresas Syngenta, John Deere e Case IH com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“Além de cursos voltados para atividades dentro das usinas, o programa irá contemplar outros setores da economia, de acordo com as necessidades e oportunidades locais. O objetivo é oferecer uma formação de alta qualidade, de forma a responder a uma demanda do setor e da sociedade. Trata-se de uma iniciativa que reforça o comprometimento da cadeia produtiva sucroenergética para com os trabalhadores do corte manual da cana”, afirma Eduardo Leão de Sousa, diretor executivo da UNICA.

Em sua fase inicial, o programa beneficiará até sete mil pessoas por ano, entre trabalhadores de operações manuais da cana-de-açúcar e integrantes de suas comunidades, nas seis maiores regiões produtoras do Estado de São Paulo.

Nesta primeira fase, na região de Ribeirão Preto serão oferecidos os cursos de Soldador, Eletricista de Trator, Eletricista de Colhedora e Mecânico de Trator. Já na região de Presidente Prudente a oferta será para os cursos de Motorista Canavieiro e Operador de Colhedora.

SOBRE A UNICA

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) é a entidade representativa das principais unidades produtoras de açúcar, etanol (álcool combustível) e bioeletricidade da região Centro-Sul do Brasil, principalmente do Estado de São Paulo. As usinas associadas à UNICA são responsáveis por mais de 50% da produção nacional de cana e 60% da produção de etanol. Na safra 2008/09, o Brasil produziu 565 milhões de toneladas de cana, matéria-prima utilizada para a produção de 31,3 milhões de toneladas de açúcar e 25,7 bilhões de litros de etanol.

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Notas sobre biodiesel em 13/01/10

Aqui estao alguns links e noticias interessantes compilados pelo Portal RedeEnergia de 13/01/10 ate 10:34 para 10:36:

  • O combustível do futuro – Essa notícia tem grande importância para a nossa economia, pois temos todas as condições de sermos grandes produtores de biocombustíveis, assunto que não tem sido muito ventilado entre nós. E é aquela velha história. Não podemos perder mais essa oportunidade de buscar um desenvolvimento sustentável e rentável. É preciso enxergar o futuro que se abre e estarmos aptos a aproveitar mais essa oportunidade. No Brasil, hoje existem 65 usinas de biodiesel em funcionamento. Para este ano, estão previstas 8 novas usinas. Além da soja, já existe tecnologia para produzir esse componente a partir da mamona, do girassol, da palma, do pinhão manso e de um tipo de gramínea chamada crambe
  • Adição de 5% de biodiesel ao diesel já está valendo – A expectativa do Ministério da Agricultura é de que, com o aumento no percentual de mistura, o consumo de biodiesel chegue a 2,4 bilhões de litros em 2010.
  • Designer cria moto movida a biodiesel – Ao primeiro olhar a Metalback passa um impressão de agressividade e isto pode ser comprovado também devido a seu motor V4. No entanto, apesar da estética e de seu propulsor poderoso, esta máquina contém características que procuram a preservação do meio ambiente.
  • Óleo de cozinha é usado para desenvolvimento de biodiesel – Você sabia que o óleo que sobra na sua cozinha, aquele de soja, girassol ou canola, pode ser transformado em biodiesel e utilizado como combustível? É o que está sendo feito pelo professor José Geraldo Pacheco Filho, do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
  • Mais biodiesel no óleo diesel deve aquecer o mercado – As especialistas estão vendo vantagens ambientais e econômicas no aumento da quantidade de biodiesel ao diesel. Desde o primeiro dia do ano, a mistura aumentou de 4% para 5%.
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Apesar das chuvas, moagem de cana da safra 2009 foi de 523 milhões/ton, alta de 5,24% em relação a 2008

Do início de abril de 2009 a 1º de janeiro de 2010, o volume de cana-de-açúcar processado na região Centro-Sul do País atingiu 523,24 milhões de toneladas, 5,24% superior ao mesmo período de 2008. Apesar das chuvas que atingiram grande parte da região produtora, na segunda quinzena de dezembro foram moídas 10,31 milhões de toneladas, um aumento de 54,85% ante o período anterior.

O crescimento da moagem na segunda quinzena de dezembro em relação ao mesmo período de 2008 é resultado de um elevado número de usinas que processaram cana nesse período, o que é atípico. Em 2008, 14 empresas estavam em operação no início de janeiro; em 2009, esse número ficou em 56 unidades; em 2010, mais de 90 empresas ainda não haviam encerrado as suas operações no começo de janeiro, algumas com previsão de continuidade até março.

Apesar do relativo crescimento da moagem, a quantidade de produtos obtidos por tonelada de cana esmagada até o momento continua abaixo do valor observado entre abril e dezembro de 2008, de 7,09%.  Isto porque, mesmo considerando-se o crescimento da moagem de 5,24% em relação à safra anterior, a queda na concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) fez com que o volume disponível para a produção de açúcar e etanol fosse 2,22% inferior ao valor registrado no mesmo período da safra anterior.

Menor produção de açúcar

No acumulado desde o início da safra, 43,31% da cana processada no Centro-Sul foi direcionada para a produção de açúcar, e 56,69% para a produção de etanol. A produção de açúcar acumulada atingiu 28,30 milhões de toneladas até o final de novembro, 6,53% superior ao volume produzido no mesmo período na safra anterior. Já a produção acumulada de etanol alcançou 22,73 bilhões de litros, 7,69% inferior ao volume produzido no mesmo período da safra anterior.

Há cinco quinzenas consecutivas a proporção de cana destinada para a produção de açúcar tem sido reduzida. Na segunda quinzena de dezembro, 71,09% da matéria-prima processada foi destinada à produção de etanol, e apenas 28,91% para o açúcar. Nessa última quinzena, foram produzidas 352,30 mil toneladas de açúcar e 532,90 milhões de litros de etanol, sendo 105,70 milhões de litros de etanol anidro e 427,20 milhões de litros de etanol hidratado.

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades do Centro-Sul totalizaram 2,11 bilhões de litros no mês de dezembro, sendo 118,12 milhões destinados ao mercado externo e 1,99 bilhão para o mercado doméstico. No acumulado desde o início da safra, as vendas de etanol totalizaram 20,39 bilhões de litros, apenas 4,89% acima do total para o mesmo período do ano anterior.

Já as vendas de etanol hidratado para o mercado doméstico atingiram 1,46 bilhão de litros em dezembro, um crescimento de 7,65% em relação ao mesmo mês de 2008, e um aumento de 4,56% em relação a novembro de 2009. Esse crescimento em relação ao mês de novembro já era esperado, pois em dezembro tradicionalmente se consome mais combustível em função do período de festas.

Retração do etanol hidratado

Apesar  do aumento das vendas de dezembro em termos a absolutos, decorrente da sazonalidade do consumo ao longo dos meses do ano, uma análise mais detalhada mostra que houve uma retração no crescimento das vendas de hidratado para o mercado doméstico. Enquanto em junho de 2009 o crescimento das vendas do etanol hidratado no mercado interno atingiu 27,78% na comparação com o mesmo mês em 2008, em outubro o aumento foi de 18,36% em relação a outubro de 2008. O  crescimento nas vendas caiu ainda mais em novembro, chegando a 14,80%, sofrendo nova queda em dezembro, de 7,65% em relação ao que foi obtido há um ano.

Essa redução gradativa reflete o aumento do preço do etanol hidratado na bomba, fruto das dificuldades na colheita da cana e da aproximação do período de entressafra. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis-ANP, na última semana a relação de preços etanol hidratado/gasolina C na bomba ficou abaixo de 70% em apenas 6 Estados (GO, MT, SP, PR, PE, TO). Se considerarmos a relação abaixo de 65% esse número diminui para apenas dois Estados (GO e MT). Esses valores indicam uma menor demanda por etanol hidratado em janeiro, que tradicionalmente é um mês de menor consumo.

Preços do etanol e açúcar

Em relação aos sucessivos aumentos de preços do etanol nos últimos meses, a UNICA reitera que a principal causa desta apreciação foi o clima desfavorável, que prejudicou a colheita. Mesmo observado nesta safra um aumento na moagem de cana da ordem de 30 milhões de toneladas, considerando-se produto (açúcar e etanol) o resultado foi inferior em 2,22% em relação à safra 2008/2009, fruto de um menor ATR.

Por outro lado, o aumento da demanda de etanol verificado no período de safra, que foi superior a 25% em razão dos baixos preços praticados pelos produtores, levou a uma recuperação natural destes mesmos preços hoje, que proporcionam sustentabilidade à produção.  Assim, não se configura a tese de que a opção de algumas usinas em aumentar a produção de açúcar tenha sido fator determinante para a redução da oferta de etanol. Até porque a capacidade de redirecionamento produtivo de etanol para açúcar é restrita na maior parte da indústria. Importante destacar que 18% de toda cana processada no Centro-Sul, cerca de 85 milhões de toneladas é dedicada exclusivamente à produção de etanol.

Nota-se também que do volume adicional do açúcar exportado nessa safra, mais de 50% têm origem em safras anteriores. Ocorre que os produtores arcaram com os custos financeiros dos estoques (custo de carregamento) tendo em vista que, em passado recente, o mercado mundial estava demais ofertado, portanto com preços abaixo do custo de produção. A somatória de todo estes fatores mencionados levou ao cenário atual.

SOBRE OS DADOS DA SAFRA:

Os dados divulgados nesta atualização de safra são compilados e analisados pela UNICA, com números fornecidos através dos seguintes sindicatos e associações de produtores da Região Centro-Sul:

ALCOPAR – Associação dos Produtores de Etanol e Açúcar no Estado do Paraná
BIOSUL – Associação dos Produtores de Bioenergia do Mato Grosso do Sul
SIAMIG – Sindicato da Ind. de Fabricação do Etanol no Estado de Minas Gerais
SIFAEG – Sindicato da Indústria dos Fabricantes de Etanol do Estado de Goiás
SINDAAF – Sindicato Fluminense dos Produtores de Açúcar e Etanol

SINDALCOOL – Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso
SUDES – Sociedade das Usinas e Destilarias do Espírito Santo

Para baixar os dados comparativos da safra 2009/10 até 01/01, clique aqui.

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Notas sobre o etanol em 11/01/10

Aqui estao alguns links e noticias interessantes compilados pelo Portal RedeEnergia de 11/01/10 ate 11:39 para 11:40:

  • Inimigo do etanol do Brasil admite fim de tarifa – “A única coisa que pode ser difícil e controverso de manter é a tarifa de importação de etanol”, disse o senador em sua conferência telefônica semanal com repórteres, ao ser questionado sobre a renovação de tarifas e subsídios em 2010. Logo em seguida, ele acrescentou que “vai lutar” para manter a taxa.Grassley é líder da oposição republicana no poderoso Comitê de Finanças do Senado americano. Republicano pelo Estado de Iowa, o senador é um dos principais apoiadores do setor agrícola americano e um ferrenho defensor do etanol de milho.
  • Fipe: preço do etanol em SP subiu 19,86% em 2009 – Outro combustível pesquisado pelo instituto, a gasolina avançou 0,45% em dezembro, mas acumulou uma variação positiva bem menor que a do álcool no ano passado, de 1,89%. Em 2008, o preço da gasolina havia subido 0,55%.
  • Unica diz que há estoques e descarta que faltará etanol – Sobre o etanol hidratado, Pádua disse que os produtores também possuem estoques e segundo ele não haverá desabastecimento. Pádua prevê que a alta dos preços do etanol nos postos continuará a reduzir a demanda pelo combustível. Em outubro de 2009, as vendas de etanol no Brasil ficaram em torno de 1,4 bilhão de litros, e caíram para 1,2 bilhão de litros em novembro. “Os números de dezembro devem registrar nova queda”, disse Pádua. O executivo afirmou ainda que as chuvas nos últimos dias não deverão afetar a oferta de etanol. “Os primeiros dias de janeiro estão sendo mais produtivos até que dezembro”, disse.
  • Mercado de etanol deve se normalizar em 120 dias, diz Stephanes – Stephanes disse que o problema foi causado pelo excesso de chuvas no período de colheita, que obrigou os produtores a deixar mais de 60 milhões de toneladas de cana sem cortar. Ele ressaltou, entretanto, que apesar da adversidade climática séria, os consumidores deverão observar a regularização dos preços do etanol nas bombas de combustível no prazo de até quatro meses.
  • Para analistas de etanol, redução da mistura “não faz sentido” – Durante a colheita, de abril a novembro, a produção cresce e o preço cai. Nesses meses, o álcool tende a custar menos que a gasolina. Transforma-se, então, no principal combustível do país. O intervalo de dezembro a março é o tempo de a cana crescer. Não há produção de álcool. A oferta cai e o preço sobe. Nesse período, a gasolina ganha mercado. É o que ocorre neste momento.
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Notas sobre Créditos de Carbono em 11/01/10

Aqui estao alguns links e noticias interessantes compilados pelo Portal RedeEnergia de 11/01/10 ate 11:15 para 11:18:

  • Energia limpa, o planeta agradece – Com todo processo tecnológico em curso, à busca da produção de energia limpa. Nosso Estado, mais uma vez da um salto de qualidade, aderindo ao modelo energético conhecido como Biogás, é o gás metano de origem biológica processada através do Biodigestor. Este processo além de extremamente rentável, busca minimizar o lançamento de gases na atmosfera. Desta forma, diminuindo o chamado efeito estufa. A utilização da biomassa residual, proveniente dos dejetos produzidos pelos animais, principalmente pelos suínos, caso especifico do nosso Estado, visa diminuir a emissão de poluentes.
  • Captura de carbono esbarra em falta de recursos, diz jornal – Muitos especialistas apontam o sequestro de CO2 como um dos principais meios para frear o aquecimento global. De acordo com a reportagem do jornal, ao menos 39 projetos de pesquisa relacionados ao tema estão em andamento em 18 instituições brasileiras, segundo informações do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
  • Grandes firmas francesas pagarão taxa de CO2 a partir de julho – O conselho constitucional francês decidiu contra a versão original da taxa doméstica de carbono dois dias antes de sua entrada em vigor, afirmando que ela continha isenções demais.
    O governo Nicolas Sarkozy está correndo para elaborar um texto alterado para superar as objeções do conselho sem pôr as empresas francesas em desvantagem frente à concorrência internacional.
  • Seqüestro de Carbono e Mudanças Climáticas serão temas de Seminário na Capital em janeiro – Nos dias 22 e 23 de janeiro de 2010, será realizado em Porto Velho, no auditório do Instituto Luterano de Ensino Superior ILES/ULBRA, um importante evento sobre mudanças climáticas: I Seminário Amazônico sobre Seqüestro de Carbono e Mudanças Climáticas; “O Acordo Global na Amazônia”. O evento contará com círculo de palestras com especialistas de todo Brasil, além de atividades paralelas, como, por exemplo, mini-cursos específicos para quem deseja se aprofundar na área. Estarão sendo discutidos ainda os cenários pós-Copenhague e o papel dos municípios na mitigação das mudanças climáticas.
  • Índios poderão se beneficiar do comércio de créditos de carbono, aponta estudo do Trench, Rossi e Watanabe – Ao longo dos últimos anos, muitos grupos indígenas manifestaram preocupação de que os negócios relacionados às mudanças climáticas resultassem em mais um acordo internacional que poderia corroer seus direitos. Em resposta, a Forest Trends solicitou um estudo da legislação brasileira a fim de verificar a viabilidade de os Suruí reivindicarem benefícios economicos envolvendo a modalidade de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), que é considerada uma peça central das negociações do aquecimento global durante a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-15), que acontece até dia 18 de dezembro, em Copenhague (Dinamarca).
  • Presentear com créditos de carbono vira moda nos EUA – Nova York, EUA. Presentear amigos e parentes com os Certificados de Redução de Emissões de Carbono (CERs) é a mais nova moda nos Estados Unidos. Eles são adequados principalmente para aqueles que possuem uma consciência ambiental e já adotaram uma postura “ambientalmente correta”, como a compra de um metro quadrado simbólico na Amazônia.
  • Frustrados, traders de carbono tentam outras commodities – Alguns traders de créditos de emissões de carbono estão expandindo ou diversificando seus portfólios com outras commodities devido a um mercado frágil em meio aos preços baixos para o carbono e a um fraco acordo climático na ONU.
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Notas sobre biocombustíveis em 11/01/10

Aqui estao alguns links e noticias interessantes compilados pelo Portal RedeEnergia de 11/01/10 ate 11:11 para 11:12:

  • Governo deve reduzir mistura de álcool na gasolina - O governo federal deverá reduzir temporariamente a mistura de álcool anidro na gasolina, que atualmente é de 25%.
  • Metrô a biodiesel no Piauí – A universidade dispõe do Laboratório Escola da Usina de Biodiesel, com capacidade para fabricar 1,5 mil litros/dia do biocombustível. Para atender à nova demanda, não revelada, o centro de pesquisa passará por uma reforma e ampliação.
  • Inmetro desenvolve projeto para uso direto de óleo vegetal em motores a diesel – Segundo o presidente do Inmetro, João Jornada, “não precisa fazer o biodiesel. O sujeito pode ir lá no meio do mato pegar os grãos que ele tem, como a soja, espremer, filtrar e já usar no motor dele”.
  • Refugo da melancia será o próximo biocombustível? – Vinte por cento das melancias nunca chegam à mesa do piquenique. Mais exatamente, uma em cada cinco é deixada para amadurecer e apodrecer no campo, rejeitada até mesmo pela mais leve imperfeição cosmética. Mas os pesquisadores do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) podem ter encontrado uma maneira de levar as melancias rejeitadas a objetivos mais nobres do que os churrascos de verão: produção de biocombustivel.
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Renault recicla 4 toneladas de Isopor® por mês em parceria com a Plastivida

O Projeto Repensar, da Plastivida, reúne grandes redes varejistas para promover a reciclagem do Isopor®, que é plástico e é 100% reciclável. Em três anos, o Projeto já reciclou cerca de 300 toneladas do produto.

A Renault do Brasil é a mais nova parceira da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, na reciclagem de poliestireno expandido e extrudado (EPS e XPS), mais conhecido no Brasil pela marca Isopor®. Desde outubro, o parque industrial da Renault do Brasil, localizado em São José dos Pinhais (PR), faz parte do Projeto Repensar que envolve a cadeia produtiva do Isopor® na coleta e reciclagem deste material.

As peças veiculares chegam à Renault do Brasil embaladas em Isopor®. A cada mês, a montadora gera cerca de 4 toneladas do material, que demandavam transporte em 13 caminhões. “O espaço era praticamente inutilizado com as embalagens”, afirma Douglas Vellasques de Castro, da divisão de Engenharia de Materiais América da Renault.

Como solução, a Plastivida indicou a Santa Luzia, empresa recicladora de Isopor®, localizada em Santa Catarina, que forneceu em comodato à montadora uma máquina de degasagem – processo térmico que retira o ar do Isopor® e o compacta. Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida, explica que o material, após ser processado, torna-se matéria-prima para fabricação de réguas, esquadros, brinquedos, rodapés e perfis para obra civil, molduras para quadros e solados plásticos para calçados, entre outros produtos.

O resultado foi a desocupação do espaço na empresa, além de economia no transporte – atualmente os resíduos gerados em um mês são transportados em apenas um caminhão à Santa Luzia, que realiza a reciclagem. “Projetos como este são extremamente importantes e benéficos para a natureza. Ao reciclar o Isopor® que vem de nosso processo de fabricação, conseguimos reduzir o consumo de matéria-prima virgem, minimizamos o impacto ambiental pela disposição de resíduos em aterros, economizamos energia elétrica e contribuímos para a geração de empregos”, comenta Grazielle Coutinho, responsável pela Gestão de Resíduos da Renault do Brasil.

Sobre o Repensar – Com objetivo de divulgar que o Isopor® é plástico e que é 100% reciclável e promover essa reciclagem, a Plastivida lançou, em 2006, o Projeto Repensar, que reúne fabricantes de matéria-prima, as indústrias transformadoras e as empresas recicladoras. Atualmente, participam do Projeto Repensar grandes redes de todo o Brasil, como Carrefour, Pão de Açúcar, Extra, Wal Mart, Magazine Luiza, Casas Bahia, Laboratórios Roche, entre outros.

Em 2007, o Projeto Repensar destinou para reciclagem 32 toneladas de Isopor®. Em 2008, foram 112 toneladas e em 2009, com a entrada de novas empresas no Projeto, o número deverá ser ainda maior. Segundo Francisco de Assis Esmeraldo, a estimativa é que o Projeto Repensar encerre o ano com a coleta e reciclagem ente 165 e 170 toneladas de Isopor®, o que somará por volta de 300 toneladas do material, desde o início do Projeto até o momento. “Até outubro de 2009, foram reciclados 141 toneladas”, lembra Esmeraldo.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), em 2008, foram produzidos no Brasil aproximadamente 62,9 mil toneladas por ano de EPS e aproximadamente 20 mil toneladas por ano de XPS, totalizando cerca de 82,9 mil toneladas por ano de matéria-prima produzida. Desse total, estima-se que voltaram para o processo produtivo com destino à reciclagem, entre 6,8 a 7,2 mil toneladas por ano. Ou seja, mais de 8% de tudo que foi produzido, retornou para ser reciclado. Aproximadamente 70% desse montante foi coletado e destinado à reciclagem pelos recicladores associados à Plastivida e cooperativas de coleta seletiva parceiras do Projeto Repensar. “Para que esse número aumente, é importante que as pessoas saibam que o Isopor® é plástico, é 100% reciclável e que tem destino certo no mercado de reciclagem brasileiro”, completa Esmeraldo.

Sobre a Plastivida – A Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos foi fundada em 1994. Nesses anos, acumulou grande conhecimento em áreas como educação ambiental, responsabilidade social e legislação sobre manejo de resíduos sólidos urbanos, coleta seletiva e reciclagem. Com esse perfil, a entidade vem promovendo a interação entre a sociedade, os governos e as indústrias do setor. A utilização ambientalmente correta do plástico está entre seus principais objetivos.

Visite o site da Plastivida: www.plastivida.org.br

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